Por vezes me pego refletindo sobre os humanos. Gosto de
pensar como se não fizesse parte da espécie, um ser de passagem. Em meio as
minhas reflexões penso em como explicar as futuras gerações que podemos estar
acabando com a Terra e o pior, não há para onde fugir.
Quando penso no fim não penso apenas na morte de milhares de
espécies de animais e plantas, mas também penso no mundo se acabar em guerras
nucleares, pandemias mortais, singularidade tecnológica, etc.
Quanto mais penso
mais me incomoda o fato de que poucos humanos se importam com isto. Por exemplo
a AIDS, um doença que esta em queda de contagio em alguns países, mas esta em ascensão
do contagio em muitos países que possuem recursos para a prevenção. E são
poucos humanos que se importam com esta epidemia.
Para alguns humanos o mundo parece uma festa eterna, onde os
pais não vão chegar em casa nunca, então vamos beber arrumar briga e usar tudo
até morrer. Estes tolos humanos esquecem que a Terra não se regenera tão facilmente
como gostaríamos, tão pouco nosso corpo será imune as destruições das doenças e
radiações.
Uma guerra pode parecer bobagem, mas pode se tornar algo
sério. Uma simples guerra entre nações erradas pode se converter em uma
destruição da vida.
Não creio que os humanos serão eternos neste mundo, mas
creio que podem sim mudar o mundo, deixá-lo menos temeroso de se viver. Nunca vivi uma guerra, mas a temo, pois sou
humano e gosto da vida de todos os humanos mesmo aqueles que estão longe.
A morte é injusta, nos mostra que por mais inteligentes que sejamos
não somos imortais como queremos ser.
O que me acalma na
solidão deste vazio é que mesmo sabendo que morrerei eu voltarei a ser o que fui e o que sou, uma poeira
estrelar. Um pedaço de sol sem luz para os olhos que não sabem enxergar. (Danillo
Otavio Gomes )
