quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Depois do Livro

Nessa semana comecei a ler um livro que havia gostado de sua capa e achei interessante sua resenha. O tema do livro é uma questão sobre se o amor pode ser comprado. Fiquei curioso e comecei a leitura.

Cada capitulo me deixa ver um defeito que eu tinha ao escrever, a pressa. Queria ações rápidas e a todo instante e isso eu pude sentir como um leitor fica ao ver o tempo passar tão rápido e as ações chamarem muito a atenção. Esses fatos me prenderam na leitura de um jeito que nunca havia me sentido preso.       

A leitura ficou fantástica e a cada página uma ação nova e novos personagens até que a trama se desenrolou, então comecei uma nova fase do livro onde havia trafico de pessoas, estupros, agressões físicas e psicológicas. Uma parte que o personagem central teria que se decidir entre liberdade ou a própria vida, onde o personagem central decidiu amar seu estuprador e seqüestrador.

Quando o livro chegou nessa parte me sentia enjoado e com menos vontade ler o livro, embora eu gostaria de saber como acabaria. Decidi ir até o fim e ver como daria essa história. Sentia-me mal por ver o personagem central se entregar e achar compreensível e normal amar o seu opressor, isto me fez ficar furioso com o personagem, como alguém prefere não ver a verdade. Então isso foi como despertar de um sono profundo.

Desde os 15 anos eu preferi ter um posição política, desde os 10 já gostava de saber como tudo funcionava. Queria saber como vulcões funcionavam e porque provocavam terremotos, o que podíamos fazer para mudar isso também pesquisa como o mundo foi formado e como as estrelas são de verdade. Isto me fez amadurecer e perceber que estamos sozinhos na escuridão infinita, no principio vem uma tristeza e logo vem uma compreensão seguida por uma paz. Dos 14 para os 15 comecei a querer entender como funcionava o sistema que nos rodeio, o que era o dinheiro e o que era Deus. Então me descobri descrente e uma pró-comunista. Então cheguei aos 16 e já sabendo de alguma coisa e querendo descobrir o resto do mundo ficava inconformado como as pessoas de minha idade ou mais velhas ainda eram pouco esclarecidas.
Esse fato que me fez ficar tão furioso com o personagem, isto que me incomodou nas pessoas e me fez afastar delas de muitas delas. Não posso culpar uma pessoa quando na verdade o que me fez para de ser popular foi apenas minha frustração com todos a minha volta.

Hoje já consigo ter um pouco mais de entendimento que ninguém cresce igual ao outro, todos temos ritmos e para alguns não é necessário de algo, que para outro é de extrema importância.


A fúria com o livro acabou quando chegamos no seu final e pude ver que havia esperança para o protagonista, que ele não era burro ele apenas não queria ver a realidade, que por sinal, estava sendo a pior possível. O único meio de se proteger era fugindo daquela realidade cruel e repugnante.                                                                                                                                                            

domingo, 28 de agosto de 2016

São Paulo



A cidade onde todos se encontram para diversas coisas e ocasiões. O lugar para o consumo da felicidade. O seu prazer pode ser o de comprar ou comer encontrará aqui, mas se for um prazer para apenas rir vai ter por aqui.





Esse chão velho e com rachaduras que pisamos parece ser feio por ser cinza, mas na verdade é lindo.  Há muita beleza e amor em sampa.

Quer comida ou bebida? Vai até o Mercado Municipal. Quer bebida? Vem pra augusta. Quer ler um pouco? Então vem aqui na Mario de Andrade. Quer cultura? Me encontre no museu afro. Quer sair do país? Estou na liberdade. Quer tranquilidade? Vem deitar na grama do Parque do Carmo.

A cidade onde dá para fazer de tudo um pouco, com a galera ou sozinho.

Vamos dançar um baião aqui, depois beber um chá, passar na capoeira e dar uma olhada na arte francesa.
Aqui se pode fazer tudo e muito mais. Uma cidade para se descobrir o mundo.  

A sua história e sua força, cada esquina uma surpresa. Seus prédios e sua beleza, vai se encantar ao visitar e viver esta cidade.


sábado, 19 de julho de 2014

Lágrima invisível

Hoje pude ver
Algo a me imprecionar
A tristeza nos olhos,
Do ser que não pode
Se desesperançar
Pobre educador
Que trás a filosofia a nós.
Será que é ouvido?
Por quem?
Humanos ouçam!
Eu grito a quem?
Estudar não é decorar
É sentir a doce sabedoria
Rejuvencendo nossa mente
É bom sentir isto todos os dias!
Obrigado!
Não desistam!
Ainda há esperança
Ela nunca morre.
Já mais morrerá.
O utópico esta apenas em nossas mentes.
O impossível é possível.
Tudo que é pensando pode existir.
Felicidade é sabedoria,
Felicidade é ver o outro feliz,
Felicidade contagia,
Felicidade é sabedoria.
Ensinar é a arte mais antiga de todas, pois existe antes mesmo de a raça humana poder existir.
Veja como mudam o mundo e como podem muda-lo.
Como o "operário em construção", de um amigo nunca conhecido (Vinicius de Moraes).
Vejam a grande obra que fazem pouco a pouco.
Que se torna grandiosa...

O fim


Por vezes me pego refletindo sobre os humanos. Gosto de pensar como se não fizesse parte da espécie, um ser de passagem. Em meio as minhas reflexões penso em como explicar as futuras gerações que podemos estar acabando com a Terra e o pior, não há para onde fugir.

Quando penso no fim não penso apenas na morte de milhares de espécies de animais e plantas, mas também penso no mundo se acabar em guerras nucleares, pandemias mortais, singularidade tecnológica, etc.
Quanto  mais penso mais me incomoda o fato de que poucos humanos se importam com isto. Por exemplo a AIDS, um doença que esta em queda de contagio em alguns países, mas esta em ascensão do contagio em muitos países que possuem recursos para a prevenção. E são poucos humanos que se importam com esta epidemia.

Para alguns humanos o mundo parece uma festa eterna, onde os pais não vão chegar em casa nunca, então vamos beber arrumar briga e usar tudo até morrer. Estes tolos humanos esquecem que a Terra não se regenera tão facilmente como gostaríamos, tão pouco nosso corpo será imune as destruições das doenças e radiações.

Uma guerra pode parecer bobagem, mas pode se tornar algo sério. Uma simples guerra entre nações erradas pode se converter em uma destruição da vida.
Não creio que os humanos serão eternos neste mundo, mas creio que podem sim mudar o mundo, deixá-lo menos temeroso de se viver.  Nunca vivi uma guerra, mas a temo, pois sou humano e gosto da vida de todos os humanos mesmo aqueles que estão longe.
A morte é injusta, nos mostra que por mais inteligentes que sejamos não somos imortais como queremos ser.


O que me acalma na solidão deste vazio é que mesmo sabendo que morrerei eu voltarei a  ser o que fui e o que sou, uma poeira estrelar. Um pedaço de sol sem luz para os olhos que não sabem enxergar. (Danillo Otavio Gomes )

domingo, 13 de julho de 2014

cade meu chá e meu amor?


                                                                                                                            Pode procurar para mim?
              Me de pistas.
                                                                   Me diga que é você.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A cidade

Eu ando pela cidade e meu corpo se encanta com a beleza
Meus pés sentem a cidade a acordar e dormir.

Mas depois de um tempo
Depois de um dia...
A cidade me enche de vazio
E me tira o que não tinha.

Eu não tinha a solidão.
Agora estou viciado nela.
Eu sou ela, mas não sei o que sou realmente.

Sou um garoto em busca do amor?
Ou um amor em busca de um garoto?

Eu estou amaldiçoado e cheio de pensamentos.
Minha maldição é pensar no que não preciso, lembrar do que precisei e tentar esquecer o que deveria fazer.
Eu sou o meu próprio problema e minha única solução.

Agora o que fazer?

Esta cidade cinza,
Esta cidade vazia,
Pessoas andam para onde?
Elas vão ao trabalho, morrer?
Todos os dias, matamos um pouco todos os humanos.

Estou cansado desta cidade cinza
E desesperançado de um dia deitar na grama com alguém.