Nessa semana comecei a ler um livro que havia gostado de sua capa e achei interessante sua resenha. O tema do livro é uma questão sobre se o amor pode ser comprado. Fiquei curioso e comecei a leitura.
Cada capitulo me deixa ver um defeito que eu tinha ao escrever, a pressa. Queria ações rápidas e a todo instante e isso eu pude sentir como um leitor fica ao ver o tempo passar tão rápido e as ações chamarem muito a atenção. Esses fatos me prenderam na leitura de um jeito que nunca havia me sentido preso.
A leitura ficou fantástica e a cada página uma ação nova e novos personagens até que a trama se desenrolou, então comecei uma nova fase do livro onde havia trafico de pessoas, estupros, agressões físicas e psicológicas. Uma parte que o personagem central teria que se decidir entre liberdade ou a própria vida, onde o personagem central decidiu amar seu estuprador e seqüestrador.
Quando o livro chegou nessa parte me sentia enjoado e com menos vontade ler o livro, embora eu gostaria de saber como acabaria. Decidi ir até o fim e ver como daria essa história. Sentia-me mal por ver o personagem central se entregar e achar compreensível e normal amar o seu opressor, isto me fez ficar furioso com o personagem, como alguém prefere não ver a verdade. Então isso foi como despertar de um sono profundo.
Desde os 15 anos eu preferi ter um posição política, desde os 10 já gostava de saber como tudo funcionava. Queria saber como vulcões funcionavam e porque provocavam terremotos, o que podíamos fazer para mudar isso também pesquisa como o mundo foi formado e como as estrelas são de verdade. Isto me fez amadurecer e perceber que estamos sozinhos na escuridão infinita, no principio vem uma tristeza e logo vem uma compreensão seguida por uma paz. Dos 14 para os 15 comecei a querer entender como funcionava o sistema que nos rodeio, o que era o dinheiro e o que era Deus. Então me descobri descrente e uma pró-comunista. Então cheguei aos 16 e já sabendo de alguma coisa e querendo descobrir o resto do mundo ficava inconformado como as pessoas de minha idade ou mais velhas ainda eram pouco esclarecidas.
Esse fato que me fez ficar tão furioso com o personagem, isto que me incomodou nas pessoas e me fez afastar delas de muitas delas. Não posso culpar uma pessoa quando na verdade o que me fez para de ser popular foi apenas minha frustração com todos a minha volta.
Hoje já consigo ter um pouco mais de entendimento que ninguém cresce igual ao outro, todos temos ritmos e para alguns não é necessário de algo, que para outro é de extrema importância.
A fúria com o livro acabou quando chegamos no seu final e pude ver que havia esperança para o protagonista, que ele não era burro ele apenas não queria ver a realidade, que por sinal, estava sendo a pior possível. O único meio de se proteger era fugindo daquela realidade cruel e repugnante.




